Estou farta deste sistema de trabalho: os recibos verdes, os contratos a termo (de 6 meses), todos os esquemas e mais algum para lixar a vida a jovens como eu, que anseiam por poderem comprar as suas coisas mas não têm uma folha de IRS. Primeiro porque arranjar trabalho é uma aventura, depois porque o trabalho tem um fim logo à partida. Isto causa-me muita instabilidade. E a muita gente que está na mesma situação. Será que algum dia deixaremos de ir ao I.E.F.P. menos do que 100 vezes por ano? Será que vamos poder ter trabalho para sobreviver dignamente? Será que vamos poder sair de casa dos pais algum dia? Será... Quem lê os jornais sabe os números, quem vai aos centros de emprego conhece as pessoas, já sabe de vista...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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Sim, Tânia, tens toda a razão. Vivemos num país a prazo, contratos, precaridade, tudo muito descartável, até as pessoas.
ResponderExcluirNão há apoio à constituição das famílias mas há apoio para os ociosos que não procuram sequer um trabalho.
Apoio aos casais para constituierem uma família, sentirem o seu Lar a crescer e os filhos que são uma contribuição essemcial na sociedade. Hoje ninguém pode pensar em tê-los porque os abonos de família são míseros e os apoios àos pais para as despesas são ridículos.
É certo que não se pode pedir tudo ao Estado mas pelo menos devia exigir-se um emprego estável, para as pessoas sairem de casa dos pais/ou não, mas para serem independentes na economia e nas decisões e no seu futuro.
Um país adiado. Um dia de cada vez, sem perspectivas.
As pessoas ainda lutam porque a esperança é a última coisa a morrer
Boa sorte!
:)bjs