sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Vacina contra o cancro do colo do útero

Cancro do Colo do Útero: A vacina que combate o Vírus do Papiloma Humano

Cancro do Colo do Útero: A vacina que combate o Vírus do Papiloma Humano

O cancro do colo do útero é ainda a segunda maior causa de morte (a seguir ao cancro da mama) entre mulheres jovens (entre os 15 e os 44 anos), na Europa. O cancro do colo o útero é causado exclusivamente pelo Papilomavírus Humano (VPH ou HPV).
O Papilomavírus Humano é mais comum do que se pensa e é facilmente transmissível. E qualquer actividade sexual, que envolva o contacto genital ou íntimo, com uma pessoa que esteja infectada pelo vírus, pode levar à transmissão do Papilomavírus Humano. Atenção: Para que haja transmissão não é necessário penetração e a protecção, nomeadamente, o preservativo não garante a protecção contra o Papilomavírus Humano.

O Papilomavírus Humano normalmente não apresenta sintomas e, por isso, pode ser transmitido sem que a pessoa infectada o saiba. Apesar de ser muito comum, o vírus é frequentemente eliminado naturalmente pelo corpo, em cerca de 90% dos casos. Mas muitas vezes, as outras 10%, o vírus permanece no organismo, causando lesões no colo do útero, podendo progredir para cancro.
Apesar de normalmente não apresentar sintomas, aqui estão alguns dos sinais que o cancro do colo do útero pode incluir:

  • Dor durante o acto sexual
  • Dor na região pélvica
  • Corrimento vaginal anormal
  • Hemorragia vaginal anormal


Rastreio
Também conhecido como rastreio, o esfregaço do colo do útero (citologia) faz parte de um exame ginecológico normal. Uma citologia negativa não garante que o cancro do colo do útero não irá desenvolver-se no futuro. O esfregaço pode, no entanto, detectar lesões pré-cancerosas do colo do útero assim como cancro.

Vacina
A vacina para combater este vírus, conhecida como a vacina do cancro do colo do útero, cobre os tipos de Papilomavírus Humanos responsáveis por 75% dos casos de cancro do colo do útero. Existem mais de cem tipos de Virus Papiloma Humano, no entanto a grande maioria é inofensivas. Sendo assim, os tipos de vírus que causam a grande maioria das doenças genitais são o 6, 11, 16 e 18, provocando infecções chegando ao cancro do colo do útero.

A vacinação reduz significativamente a incidência de resultados anormais nos rastreios, reduzindo a necessidade de as mulheres se submeterem a exames adicionais, ou à remoção cirúrgica das células cancerosas.

Em Portugal,a vacina está integrada no Serviço Nacional de Saúde, e está disponível para todas as jovens, independentemente das condições económicas das respectivas famílias. A vacinação é tanto mais eficaz, quanto mais cedo for administrada. Assim destina-se principalmente a raparigas pré-adolescentes e adolescentes, antes da exposição ao Papilomavírus Humano (de preferência, antes de iniciarem a sua vida sexual), bem como de mulheres no pico de exposição.

A vacina funciona através da injecção de partículas tipo-vírus que imitam de forma muito próxima este vírus, criando imunidade forte e persistente contra uma futura infecção por Papilomavírus Humano. A vacina não tem quaisquer genes virais e por isso não podem levar ao desenvolvimento de doença.

Não existe um tratamento que elimine o vírus por si. Só a remoção de tecido anormal pode realmente prevenir a evolução de células cancerosas e pré- cancerosas para cancro invasivo. O cancro do colo do útero pode ser tratado através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, isoladamente ou em combinação, dependendo do estado de evolução da doença.

O melhor mesmo é proteger-se administrando a vacina.

http://sexualidadefeminina.kazulo.pt/10423/cancro-do-colo-do-utero:-a-vacina-que-combate-o-virus-do-papiloma-humano.htm

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Vacina do cancro do colo do útero

Dada a raparigas com 13 anos, a vacina reduz o risco de tumor, mas não elimina a necessidade de rastreio da doença, entre os 25 e os 60 anos.

Vacina do cancro do colo do útero

A maioria dos cancros do colo do útero são causados pelo Vírus do Papiloma Humano, também conhecido pela sigla HPV. Há cerca de 100 tipos deste vírus, sendo dois responsáveis por dois terços dos cancros. Ambos podem ser prevenidos com a vacina.

Adolescentes na mira
A vacina contra infecções por HPV faz parte do Plano Nacional de Vacinação desde final do ano passado: é obrigatória e gratuita, no centro de saúde, para raparigas com 13 anos. A partir desta idade, fale com o médico sobre a sua utilidade. Nesse caso, terá de desembolsar € 481,35 pela Gardasil, que evita 4 tipos de HPV, ou € 433,23, pela Cervarix, contra 2, responsáveis por dois terços dos cancros.

Segundo os estudos já realizados, evita, pelo menos, 90% das infecções nos 6 anos seguintes à aplicação. As pesquisas em curso visam saber por quanto tempo mais se estende a protecção e avaliar a necessidade de reforços. Está provada a eficácia para meninas e mulheres, dos 9 aos 26 anos, desde que aplicada antes do início da vida sexual.
Dado que a vacina não protege contra todas as causas do cancro, o rastreio do colo do útero, por citologia, continua a ser recomendado a todas as mulheres a partir dos 20 anos.

Citologia todos os 3 anos
O exame detecta lesões no colo do útero e permite tratá-las antes de evoluírem para tumor. A Direcção-Geral da Saúde aconselha dois exames anuais seguidos. Se os resultados forem normais, a frequência passa a ser de 3 em 3 anos. As recomendações europeias de 2008 apontam para intervalos de 3 a 5 anos.

Se a citologia for prescrita nos serviços de planeamento familiar, a utente paga apenas a taxa moderadora. Fora destes, tem de pagar a totalidade da análise, que ronda os 25 ou 30 euros.

http://www.deco.proteste.pt/prevencao/vacina-do-cancro-do-colo-do-utero-s569561.htm


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